Acidente na dispersão da Sapucaí deixa feridos após desfile da União de Maricá

Um acidente ocorrido durante o desfile da escola de samba União de Maricá deixou três pessoas feridas na noite de sexta-feira (14), na dispersão do Sambódromo Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
A principal vítima, Itamar de Oliveira, de 65 anos, passou por cirurgia neste domingo (15) e segue com quadro de saúde estável. Ele sofreu fratura exposta na perna direita após ser prensado contra a grade da frisa do Setor 12, na área de dispersão. O homem foi socorrido no local e encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, onde realizou o procedimento cirúrgico.
Outras duas pessoas também ficaram feridas. Rodrigo de Oliveira Carvalho, de 40 anos, sofreu entorse no tornozelo e foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto. Já Ivan Simão Matias, de 56 anos, teve ferimentos leves após ser atropelado, recebeu atendimento no posto médico da Sapucaí e foi liberado.
Como ocorreu o acidente
De acordo com informações das autoridades, o último carro alegórico da escola ficou preso a poucos metros do portão de dispersão, depois que a agremiação acelerou o ritmo para concluir o desfile. Na tentativa de liberar o veículo, pessoas que estavam na lateral teriam sido arrastadas pela alegoria, provocando o acidente.
Prefeitura lamenta ocorrência
A Prefeitura de Maricá divulgou nota lamentando o acidente envolvendo o carro alegórico da escola. O município manifestou solidariedade aos componentes e profissionais envolvidos e desejou pronta recuperação aos feridos, informando ainda que acompanha a situação e permanece à disposição para colaborar no que for necessário.
Desfile abordou memória e ancestralidade
A União de Maricá, apoiada pela Prefeitura, desfilou na madrugada de sábado (15) na Sapucaí com um enredo centrado na memória, identidade e ancestralidade da mulher negra. A apresentação foi acompanhada pelo prefeito Washington Quaquá, que também é presidente de honra da agremiação, e contou com um espetáculo de drones integrado à narrativa.
O enredo foi estruturado em três eixos: “Negra Bahia”, “Joias: Memória Ancestral” e “Berenguendéns e Balangandãs”, reunindo referências ao Recôncavo Baiano, às ganhadeiras e aos processos de ressignificação de poder e pertencimento das mulheres negras.
No primeiro setor, a escola destacou o contexto histórico e social da Bahia escravocrata e o cotidiano urbano das trabalhadoras negras. Entre os destaques estiveram a comissão de frente coreografada por Patrick Carvalho, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Fabrício Pires e Giovanna Justo, além do performer Carlinhos Salgueiro.
O segundo setor apresentou as influências africanas e portuguesas que compõem o balangandã e sua dimensão simbólica. Já o terceiro abordou os penduricalhos como expressão de luxo, identidade, proteção e emancipação, incluindo o balangandã como forma de poupança utilizada para conquistas de liberdade.


