Feira das Yabás movimenta o Centro de Maricá com samba, tradição e sabores afro-brasileiros; veja as fotos

Em um fim de semana marcado por samba, culinária tradicional e homenagens à ancestralidade, Maricá recebeu uma edição especial da Feira das Yabás, que transformou o Centro em um espaço de celebração da cultura afro-brasileira no Dia da Consciência Negra. O evento reuniu moradores, chefs tradicionais e nomes históricos do samba, reforçando a presença e o legado da população negra no município.

A programação ocupou o trecho da Rua Alferes Gomes, entre as ruas Domício da Gama e Nossa Senhora do Amparo, onde foi montado o palco principal, em frente ao Cine Henfil. Realizada pela Maricá Arte, Roteiro e Experiência (MARÉ), a feira adaptou para o cenário local a proposta da tradicional edição carioca criada em Madureira, preservando sua essência comunitária.
samba como marca da celebração
O samba foi o grande destaque da edição, conduzido por Marquinhos de Oswaldo Cruz, idealizador da feira original. A roda de samba reuniu as Velhas Guardas da Portela e do Império Serrano, além das baterias da Portela e da União de Maricá, que dividiram o palco em apresentações que exaltaram a resistência negra e a memória cultural do país.
O prefeito Washington Quaquá ressaltou que a feira deve ganhar espaço definitivo no calendário da cidade, reforçando a valorização das tradições afro-brasileiras e o vínculo da população maricaense com essas manifestações.
culinária de tradição e memória
A gastronomia foi um dos pontos mais movimentados. Barracas com pratos tradicionais das Yabás ofereceram feijoada, frango com quiabo, carré, rabada com agrião e outras receitas populares de matriz africana. Cada prato carregava histórias familiares e saberes transmitidos entre gerações.
Entre as cozinheiras presentes, Ana Regina de Oliveira trouxe o tradicional frango com quiabo das edições cariocas. Já Gladstone Nascimento Cruz, sobrinho da Tia Vicentina, segue mantendo viva a famosa “Feijoada da Portela” após assumir a barraca deixada pela mãe, Marlene. “Aqui a gente serve história, memória e amor”, afirmou.
O presidente da MARÉ, Antonio Grassi, destacou a presença das “Yabás maricaenses”, que passam a integrar a feira com receitas típicas da cidade, como a moqueca com pirão de banana.
público destaca ambiente, tradição e valorização cultural
Moradores de várias regiões de Maricá prestigiaram o evento ao longo da tarde. Arlete Souza, 47 anos, moradora de Cordeirinho, contou que visitou a feira pela primeira vez e se emocionou com o clima do evento.
“Estou adorando tudo por aqui — a gastronomia, que lembra a comida dos meus avós, e principalmente as rodas de samba das Velhas Guardas da Portela e do Império Serrano, além da nossa querida União de Maricá”, disse.

A programação seguiu até o início da noite com homenagens, intervenções culturais e o encerramento marcado pela apresentação da escola de samba União de Maricá, que animou o público com repertório tradicional e reforçou o clima de celebração.









