Maricá e MARAEY firmam acordo para obras de infraestrutura de R$ 360 milhões

Um investimento de R$ 360 milhões foi confirmado nesta quarta-feira (24/09) para financiar obras de infraestrutura em áreas de interesse público ligadas ao projeto turístico-residencial MARAEY, em Maricá. O acordo foi firmado entre a Prefeitura de Maricá, por meio da empresa pública Maricá Global Invest (MGI), e os responsáveis pelo empreendimento. As intervenções incluem a construção de estradas, pavimentação, saneamento, redes de eletricidade e abastecimento de água potável.
Geração de empregos e arrecadação
A estimativa é de que cerca de 8 mil empregos sejam criados durante a fase de construção e outros 4,5 mil postos de trabalho sejam mantidos após a conclusão da primeira etapa. A expectativa de arrecadação anual é de R$ 485 milhões em impostos.
O prefeito Washington Quaquá afirmou que o projeto vai contribuir para transformar a mobilidade urbana, elevar a qualidade de vida da população e consolidar Maricá como referência em turismo sustentável.
O presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), Celso Pansera, ressaltou que haverá cooperação técnica para capacitar moradores da cidade, tanto para o período de obras quanto para as vagas permanentes.
Contrapartidas e mobilidade
O acordo prevê também a doação de aproximadamente 16 quilômetros de vias de trânsito rápido para o município. Entre as obras listadas estão a ligação viária entre Itaipuaçu e Barra de Maricá, a integração da Comunidade de Zacarias ao centro da cidade — com posterior regularização fundiária — e a ampliação do acesso a praias e áreas turísticas.
O CEO do empreendimento, Emilio Izquierdo, destacou que as obras vão beneficiar diretamente a população de Maricá já na fase inicial, com a implantação de novas infraestruturas básicas.
Sustentabilidade e preservação
O projeto prevê a implantação de uma ciclovia com 20 quilômetros de extensão, aberta ao público e integrada à malha cicloviária da cidade.
Segundo o diretor-executivo do MARAEY, David Galipienzo, apenas 6,6% da área total será edificada. Ele ressaltou ainda a criação da 5ª maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) de restinga do Brasil e a regeneração de mais de 270 hectares de vegetação nativa.
Outro ponto do empreendimento é o Centro de Referência Ambiental (CRA), em parceria com universidades públicas, voltado para pesquisas sobre a flora e fauna da região.

