sexta-feira, março 6, 2026
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Maricá realiza audição que pode levar jovens para o Ballet Nacional de Cuba

Maricá realiza audição que selecionará quatro jovens para estudar no Ballet Nacional de Cuba, referência mundial em formação de bailarinos.Fotos: Thamyris Mello/Secom

Quatro jovens bailarinos de Maricá poderão conquistar em breve uma das oportunidades mais sonhadas no mundo da dança: estudar no Ballet Nacional de Cuba, reconhecido como uma das escolas mais prestigiadas e rigorosas do planeta. O processo de seleção começou nesta quarta-feira (24/09), durante a Audição Intercâmbio de Ballet Internacional, realizada no auditório do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), no bairro Mumbuca.

A audição reuniu 16 participantes, com idades entre 17 e 23 anos, que foram avaliados por uma banca técnica formada por nomes de destaque do cenário do ballet brasileiro: Fran Mello, do Theatro Municipal de Niterói, além de Carlos Cabral e Elid Bittencourt, ambos do Theatro Municipal do Rio. Os jurados observaram precisão técnica, musicalidade, expressão cênica e potencial artístico — requisitos considerados fundamentais para uma formação de excelência.

Segundo Lídia Maria, coordenadora de dança da Secretaria de Cultura e das Utopias, a iniciativa fortalece a valorização da arte no município. “O nível técnico foi muito apurado por conta do que será exigido em Cuba. Esse movimento é muito importante para que outras pessoas também se interessem. Todas as linguagens de arte são caminhos de transformação”, destacou.

O resultado com os quatro selecionados será divulgado nos próximos dias. Os aprovados embarcam em janeiro de 2026 para uma vivência internacional em Cuba, onde participarão de aulas intensivas de técnica clássica, repertório, dança contemporânea e preparação física.

De acordo com Carlos Cabral, que também ministrou uma aula completa durante a audição, a escolha vai além da técnica. “A banca vai escolher não somente o bailarino pela parte física ou técnica, mas também pela garra. Estamos falando de uma oportunidade em Cuba, onde a exigência é muito alta”, afirmou.

Jovens celebram a chance

Para os participantes, a audição representa mais do que uma seleção: é a possibilidade de transformar a própria trajetória na dança.

“Comecei com balé clássico aqui em Maricá e já faço há sete anos. Para os maricaenses é uma grande oportunidade ter essa chance a partir da cidade. Aqui fomentamos arte e procuramos espaço para mostrar o nosso trabalho. E isso agora é possível”, disse João Paulo Ferreira, de 22 anos, morador de Itaipuaçu.

Bailarina desde os 10 anos, Pamela Coutinho Gomes, também de 22 anos e moradora de Itaipuaçu, destacou a importância da iniciativa. “É muito gratificante ver todo esse movimento acontecendo em Maricá. Quando eu comecei, não tínhamos todo esse espaço. Ser bailarino já é muito difícil e a Prefeitura está diminuindo essa distância para nós. Isso motiva muita gente”, contou.