sexta-feira, março 6, 2026
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Operação resgata aves mantidas ilegalmente em cativeiro em Maricá

Operação do Inea resgata 34 aves silvestres mantidas ilegalmente em cativeiro em Itaipuaçu, em Maricá. Animais foram avaliados e parte retornou à natureza. Foto Ascom

Uma operação realizada nesta terça-feira (28/10) pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com apoio da Prefeitura de Maricá e da Unidade de Polícia Ambiental (UPAm), resultou no resgate de 34 aves silvestres que eram mantidas ilegalmente em cativeiro no município. A ação teve início após denúncia encaminhada aos órgãos ambientais.

A residência alvo da fiscalização fica na Rua 49, no distrito de Itaipuaçu. No local, os agentes encontraram espécies como um pixoxó — considerado ameaçado de extinção —, um canário-belga, 21 tizius, sete coleiros, três canários-da-terra e três periquitos australianos. Muitas das aves estavam em gaiolas pequenas, sem água ou alimentação adequada, e apresentavam sinais de fraqueza.

De acordo com o secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, o apoio da população tem sido essencial para identificar casos de maus tratos e captura ilegal.
“É papel do cidadão acionar os órgãos ambientais ao tomar conhecimento de crueldades como esta”, afirmou.

Após o resgate, os animais foram levados para o Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Niterói, onde passaram por avaliação veterinária. Trinta e duas aves com condições de saúde favoráveis foram devolvidas à natureza na própria área de conservação. Outras duas, que apresentavam quadro de saúde fragilizado, foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Seropédica, onde permanecerão em observação.

No momento da operação, nenhum responsável estava presente no imóvel. As equipes trabalham agora na identificação do proprietário para que ele seja autuado e responda pelo crime ambiental de captura e manutenção ilegal de animais silvestres.

A captura irregular de aves impacta diretamente os ecossistemas, causando redução de populações e contribuindo para o risco de extinção de espécies. Os órgãos reforçam que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais ambientais.