Arara-vermelha é resgatada em Maricá e documento apresentado por proprietário é considerado falso
Ave ameaçada por tráfico de animais silvestres foi encontrada em uma residência e encaminhada para atendimento veterinário

Uma arara-vermelha, espécie nativa de biomas brasileiros e considerada quase ameaçada de extinção, foi resgatada nesta quarta-feira (10) em Maricá após ser encontrada no telhado de uma residência. O caso mobilizou agentes da Guarda Municipal, o Corpo de Bombeiros e técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Segundo o órgão ambiental, o morador que localizou a ave acionou a Guarda Municipal, que realizou o resgate e encaminhou o animal para o quartel do Corpo de Bombeiros. Em seguida, o Inea foi chamado para assumir a ocorrência e prestar atendimento especializado.
Durante a apuração do caso, os técnicos identificaram o suposto proprietário da arara. Ele apresentou uma nota fiscal que indicava a aquisição do animal em um estabelecimento localizado no bairro Vila Mariana, em São Paulo. Após análise, entretanto, o Inea constatou que o documento apresentado não era autêntico.
Diante da irregularidade, a arara foi apreendida cautelarmente e o responsável autuado com base na legislação ambiental estadual. De acordo com o órgão, a multa pode chegar a R$ 30 mil.
Além das medidas administrativas, o Inea informou que registrará ocorrência junto à Polícia Federal, em Niterói, devido à apresentação de documento falso. O caso poderá resultar em responsabilização criminal.
Ave passa por avaliação veterinária
Após o resgate, a arara-vermelha foi encaminhada para uma clínica veterinária parceira do Inea. Exames realizados no local indicaram que o animal apresenta boas condições de saúde.
A previsão é que a ave seja transferida para o zoológico de Miguel Pereira, onde permanecerá sob cuidados especializados.
Espécie sofre com tráfico e perda de habitat
A arara-vermelha está classificada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) como espécie quase ameaçada de extinção no Brasil. Entre os principais fatores que colocam a ave em risco estão a destruição de habitats naturais e a captura para o tráfico de animais silvestres.
A espécie ocorre principalmente na Amazônia, no Pantanal e em áreas do Cerrado, sendo uma das aves mais conhecidas da fauna brasileira.


