Estado do Rio recebe equipamentos antidrones para as polícias Civil e Militar
Equipamentos foram entregues pelo Ministério da Justiça; evento também abordou o bloqueio de celulares usados irregularmente em presídios.

As polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro receberam quatro equipamentos antidrones para reforçar o combate ao uso desses dispositivos por organizações criminosas. A entrega foi realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) nesta quinta-feira (15/10), na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). O encontro também tratou de medidas para bloquear comunicações ilícitas dentro das unidades prisionais.
Do total de equipamentos, dois serão destinados à Secretaria de Estado de Polícia Civil e dois à Secretaria de Estado de Polícia Militar. A tecnologia será utilizada para ampliar a capacidade das forças de segurança de identificar e enfrentar o uso criminoso de drones, inclusive em atividades de monitoramento de operações policiais e transporte de materiais ilícitos.
Bloqueio de celulares em presídios
Durante o evento, também foi apresentada a implementação do Programa Nacional de Neutralização de Comunicações Ilícitas em Estabelecimentos Penais, instituído pelo Decreto Federal nº 13.136/2026, publicado em 13 de outubro. A medida estabelece procedimentos para o bloqueio administrativo individualizado de dispositivos de comunicação identificados em uso irregular dentro dos presídios.
O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, afirmou que o modelo permite bloquear aparelhos utilizados em atividades criminosas sem interromper as comunicações legítimas nas unidades prisionais.

No estado, a Secretaria de Estado de Polícia Penal já desenvolvia um projeto-piloto de bloqueio de celulares, em parceria com o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e órgãos federais.
Segundo a secretária de Estado de Polícia Penal, Alessandra Odawara, cerca de 700 aparelhos haviam sido bloqueados por determinação judicial antes da publicação do decreto federal. Com a nova regulamentação, o estado iniciou os procedimentos de bloqueio administrativo.
De acordo com a secretária, a experiência do projeto-piloto também permitiu avaliar os efeitos da medida sobre usuários que não estavam envolvidos em atividades ilícitas.
Operações apreendem celulares em unidades prisionais
A Secretaria de Estado de Polícia Penal também realiza operações de fiscalização e inteligência para combater a entrada e a circulação de materiais proibidos nos presídios fluminenses.
Uma das iniciativas é a Operação Illicitus, que já resultou na apreensão de mais de 1.500 celulares, conforme os dados divulgados pelo governo estadual.
Já na noite de quarta-feira (14/10), a Operação Modo Avião, realizada por equipes federais e estaduais, identificou 143 dispositivos em uso irregular nas unidades prisionais do Rio de Janeiro. Os aparelhos foram posteriormente bloqueados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).


